Contato Galeria de Fotos Calendário de Atividades Mural de Recados Matérias Sócios Projetos Sociais e Ambientais Associe-se Local de Atividades Atividades O Grupo Acesse sua conta! Fórum Página Inicial
 


Escalada em Rocha

1.0 - O que é?
A escalada em rocha é uma modalidade esportiva que descende do alpinismo (escalada em gelo) e é praticada em superfícies verticais (pedras, penhascos, paredões, etc) ela envolve explora o esforço dos atletas no sentido da força muscular, raciocínio, concentração, coordenação motora, resistência física, consciência corporal e equilíbrio. Na escalada está envolvida a subida e a descida que é o rappel.


2.0 - História
A primeira escalada que se tem registro na história, foi feita pelo francês Antonie de Ville, nos Alpes franceses em 1492. Nesta época ainda acreditava-se que as altas montanhas eram habitadas por monstros e seres mitológicos, durante algum tempo o alpinismo e o montanhismo foram praticados principalmente com fins científicos e exploratórios e o próprio Leonardo da Vinci chegou a ser um dos entusiastas da época. Mais foi apenas em 1856 que a modalidade começou a crescer na Europa tornando-se realmente um esporte. Em meados do séc. XVIII, com a conquista do MontBlanc (4807 m), nos Alpes, em plena Europa central, mais foi na transição entre os séculos XIX e XX que o alpinismo teve sua verdadeira explosão, nesta época diversas expedições buscavam atingir o cume das montanhas nunca antes visitado. O ponto mais alto da terra (Monte Everest – 8872 m) foi conquistado pelo neozelandês Edmund Hillary e pelo sherpa Tenzing Norgay, a exatamente 52 anos atrás, encerrando um período clássico das explorações em busca dos pontos mais remotos do planeta.


3.0 - Equipamentos
Roupas: Na escalada é importante estar bem protegido, e que se use roupas confortáveis largas ou ligadas ao corpo e é essencial que elas possibilitem total movimentação de todos os membros.

Cadeirinha ou bouldriê: Serve basicamente para sustentar o praticante durante a escalada, sua função é unir o escalador com a corda proporcionando conforto e segurança, deve ser confortável a ponto de não impedir a liberdade dos movimentos. A cadeirinha irá distribuir a força de choque pelo corpo em caso de queda do escalador, vale salientar que existem bouldriê para cada modalidade do esporte.

Mosquetões: São elos (anéis metálicos), de duro alumínio ou aço q possui um fecho com mola por onde se prende ou passa a corda para efetivar sistemas de segurança, como costuras ou ancoragens, normalmente sua carga de trabalho gira em torno de 500 kgf, e a carga de ruptura de 2200 a 3600 kgf. A mais ou menos 40 anos atrás os mosquetões e os freios eram feitos de ferro e forjado a mão, nessa época os mosquetões em caso de queda rompiam-se antes mesmos que as cordas ou os grampos. Atualmente tanto os mosquetões como os freios são fabricados com materiais leves e de alta resistência, soa elas as ligas especiais compostas de alumínio, manganês, tungstênio entre outros que propiciam alta resistência a tração e compressão, porém grande fragilidade, ou seja, baixa capacidade de absolver choques. Existem dezenas de modelos de mosquetões com as mais variadas formas e características, os mais clássicos são:

 

Freios ou descensores: São equipamentos usados para fazer a segurança em solo do escalador que está em ação e também para descida ao solo em rappel. O modelo mais comum é o 8, porém hoje não muito utilizado pelos escaladores, devido sua desvantagem em torcer demasiadamente a corda.

 

ATC (Atrict Travel Control): Aparelho muito utilizado por escaladores, torce menos a corda que o freio em 8.

Grigri (Petzl): Equipamento de segurança descensor autoblocante. Uso aconselhado somente em cordas dinâmicas , quando utilizado em segurança na escalada, o grigri facilita o travamento da queda já que a tensão rápida faz pivotar a cama que se apóia sobre a corda e bloqueia o seu deslizamento. Ele oferece o conforto durante a segurança onde as duas mãos fazem deslizar regularmente a corda no aparelho. Para travar uma queda, quem dá segurança prende a ponta livre da corda e não dispensa a vigilância e acompanhamento da progressão da pessoa segurada e utiliza-se em corda de 10 e 11 mm (podendo ser aceito 9,7 mm).

Costuras: É o elo entre o grampo e a corda, presa em proteções fixas ou móveis as costuras facilitam o deslocamento e o deslizamento da corda para qualquer direção. O mosquetão que ficará preso ao ponto de ancoragem deverá ser de trava reta, e a corda passará dentro do curvo, sendo que sua curvatura não deve ser muito acentuada para facilitar a inserção da corda.

Sapatilhas: A sapatilha é um dos acessórios mais importantes do escalador, oferece maior sensibilidade aos pés como também no princípio de uso um grande desconforto. Feita geralmente de couro, e seu solado de uma borracha especial (vibran, stell C4) que adere com grande facilidade as pedras. Na experiência dos grandes escaladores quanto mais apertadas maior seu poder de gripagem, geralmente dependendo da marca e modelo usa-se números iguais ou um número menor que seu calçado. Hoje é relativo escolher a sapatilha ideal, pois depende muito de sua utilização escolhida (indoor, escalada esportiva, bolders ou big wall).

 

Um pó milagroso: O carbonato de magnésio é utilizado para absolver o suor das mãos mantendo-as secas e consequentemente mais aderentes. Levando em um saquinho preso atrás da cintura do escalador este pó para muitos faz milagres, existem situações onde o magnésio é indispensável e para alguns malucos ele dispensa a corda em caso de escalada in solo.

 

Maillon ou malhas rápidas: Utilizado para fixar equalizadores, amarrações e ligações de fitas, cordins, grampos, solteiras etc. Sendo que para cada formato uma especificação diferente, que varia de 7 a 10 mm, produzido de aço ou duralumínio.

 

Anel de fita ou solteira: Destinado essencialmente a realização de reuniões e outros pontos de amarração em parede, equalizações, fita de segurança e outros fins.

 

Cordas: O trabalho com cordas requer total cuidado e experiência, trabalhos em altura, resgate ou segurança, os usuários terão que ter total domínio deste utensílio. Tipo, diâmetro, carga de ruptura, resistência com nó, percentual da capa e material.


4.0 - Aduchamento
Técnicas de dobragem de cordas

Vai-Vem: Muito utilizado por escaladores e montanhistas. Rápido e prático, utilizado no final de cada atividade de emprego, por nos faciltar a dobragem.

Swat: Este é o processo de como nós deixamos a corda, quando não estar em uso. Por nos oferecer a condição de pronto emprego caso se necessite. É o método mais eficaz para o desdobramento da corda.

Preparação e Lançamento da Corda
Antes do Lançamento
1. Certifique-se que o tamanho da corda é compatível com a altura do local;
2. Verifique a ancoragem;
3. Prepare seu alto-seguro;
4. Observe se não há obstrução na corda;
5. Observe o direcionamento da corda;
6. No momento do lançamento, direcione para o alto e lace-a.
 

5.0 - Equalizações e Grampos
Técnicas de Equalização de Ancoragem
 

As cifras seguintes, tomadas do Manual de Guias UIAA 1992, mostram a distribuição de cargas em cada um dos encaixes quando os anéis formam os ângulos seguintes:

 
20° = 50%
40º = 54%
80° = 70%
120° = 100%


6.0 - Técnicas de Segurança
Conheça abaixo as principais técnicas de segurança em escalada. Lembre-se, porém, de que o montanhismo exige técnicas que só são adquiridas com treinos e tempo. A falta desses conhecimentos pode ter conseqüências fatais. Por isso, caso queira iniciar-se no esporte, procure clubes e instituições reconhecidos.
As técnicas de segurança compreendem o conjunto de medidas tomadas com o intuito de reduzir os riscos de queda e acidentes na escalada, bem como atenuar suas conseqüências.
A segurança é realizada do guia para o participante, isto é, de cima para baixo, ou do participante para o guia, sendo, neste caso, de baixo para cima. Aquele que presta segurança deve estar firmemente preso em um ponto de proteção (grampos, por exemplo), executando as manobras e observando atentamente o deslocamento do seu companheiro. Este, ao chegar ao ponto de parada, logo se prende e passa, por seu turno, a executar as operações de segurança necessárias ao deslocamento do outro componente da cordada (conjunto de escaladores unidos entre si por uma ou mais cordas).
Atualmente as formas de dar segurança mais comumente utilizadas são as realizadas com o auxílio de equipamentos como o freio oito, ATCs e placas GiGi, subsitiuindo as clássicas seguranças de ombro ou com nós.
Na falta de equipamentos existem algumas alternativas de prover segurança durante a escalada de seu companheiro como a Segurança de ombro ou Segurança com nó UIAA.

Segurança de ombro: A corda proveniente de quem recebe segurança passa sob uma das axilas de quem presta segurança, cruza suas costas e passa sobre seu ombro oposto; os movimentos de bloqueio da corda são controlados por ambas as mãos. Esse método é empregado em lances de pouca dificuldade ou quando não for necessária uma segurança dinâmica aprimorada, como é o caso da segurança do guia para o participante.

Segurança com nó UIAA: Essa técnica utiliza o nó UIAA devidamente aplicado em um mosquetão, permitindo que a corda seja movimentada ou bloqueada com facilidade. O mosquetão deve encontrar-se preso em um ponto fixo, geralmente unido a grampos com fitas ou à cadeirinha do participante. Possui características dinâmicas muito boas, sendo por isso indicada para a segurança em geral, principalmente do participante para o guia.

Segurança com aparelho: Nesse método emprega-se uma peça metálica para criar atrito e bloquear a corda. A peça deve ser presa ao baudrier de quem presta segurança, usando-se para isso um mosquetão com trava de rosca. Outra peça também empregada é a plaqueta, tratando-se nesse caso de uma placa com orifício alongado onde se insere a corda, que é passada depois pelo mosquetão. Tanto no oito quanto na plaqueta, o bloqueio se faz por meio de um movimento de abertura dos braços, feito por meio de um movimento de abertura dos braços.


7.0 - Rappel e Ascensão
Rappel:
Seja muito cauteloso nesta modalidade, pois os maiores índices de acidentes geralmente sempre ocorrem na descida. Técnica esta que vem trazendo muitas polêmicas em sua prática, embusteiros e incompetentes existem em toda parte, pensam que ancorar uma corda numa extremidade, descer prédios, pontes, passarelas e às vezes se refugiam para a rocha fazendo buracos sem limites, colocando grampos incorretos, enfim uma verdadeira aberração com a natureza. Saiba que rappel não é esporte e sim uma técnica da escalada, que exige muito conhecimento em resgate, nós, transposições de cabos, ascensões etc. na escalada não existe desescalar e sim rapelar em qualquer situação. O retorno do cume é uma descida totalmente diferente dos outros rapeis.

Cuidados
• Procurar sempre parada dupla a cada 25 m (como manda o padrão);
• Rapelar em corda dupla;
• Emendar as pontas;
• Freio alongado do corpo (fita ou cordim);
• Auxiliado na perna por um nó bloqueador;
 
Ascensão: Técnica de subida em corda feita por nós ou aparelhos auto-blocantes. É de extrema necessidade que você saiba dominar esta técnica, pois nas grandes conquistas e em casos de transposição de cabos, é de extrema importância que você o faça da maneira correta.
Nós Bloqueadores

 
Desenvolvido por Agência Slim